por Marcella Marx O chão treme um ruído grave. As árvores caem em cascata. A montanha se transforma em areia. O mundo se dissolve pela janela. Os olhos dela observam. A cada fileira de árvores que despenca, uma parte de seu corpo se arrasta mais próxima à porta. Ela não sabe esperar o medo. Seus… Continuar lendo Paisagem do horizonte
Categoria: Literatura
Pintura dos ventos
por Isabel Dall'Agnol És batida que invade. Arco-íris de cristal. Montanha de gelo. Céu de laranja. Fita castelhana. Espelho selvagem. Passarinho de samba. Tempo suave. Riso de tango. Canto de água. Bagagem de estrela. Caminho de fábula. Sonho de suspiros. Dança alucinada. Bagunça de eixo. Sossego na alma. És sorte. Feito norte.
The Seven Seas Between
por Marcella Marx "Out on the open sea, in Amphitrite's breakers" (Odyssey iii.101) You came out of the sea, Like a creature, Carrying a thousand secrets, Only to remind me The world I thought I knew I knew very little indeed.
Constantes
Mais um para Vito e Angelina. juntinho a mim constando em mim sempre constantes tão inconstantes discutindo teorias melodias palavras filosofias mil: mentes em fogo batalha de ideias lutando por um espacinho na minha atenção: a notícia boa, filhos, é que este coração aqui é múltiplo de dois.
Sob o sol
por Marcella Marx Eu vejo uma mulher. Ela está vestida com véus que lhe cobrem as pernas e se arrastam pelo chão de terra. A cada passo, a terra vermelha tinge a barra de seus véus, e vai ganhando mais tecido. Se ela fosse o sol, o vermelho da terra me diria que ela também… Continuar lendo Sob o sol
Jardim de estátuas
Pouco importa o quanto tempo ficamos dentro da casa. Nosso destino ali era mesmo visitar o jardim. Quando nos libertamos daquele espaço fechado, fomos surpreendidos por uma grande área aberta com diversas estátuas. Havia um círculo de esculturas em tamanho real, homens e mulheres acinzentados, com expressões faciais quase nulas, leves sorrisos nos rostos no… Continuar lendo Jardim de estátuas
Café
por Isabel Dall'Agnol À minha prima Clarice. Nossa amizade é assim. Como o café que tanto amamos. Tu és assim. Como o café que tanto amo. Mergulha tua essência nessa água ardente. Desmancha em sabor. Derrama-se em cor. Aroma que seduz. Esquenta a alma. Com calma. Sossego em confusão. Companhia à solidão. Motivo de diversão.… Continuar lendo Café
Espelho meu
To Sweets De todas as formas, minha forma imita a tua, que, de tão bela, completa a minha, e me dá coragem de pular para dentro do espelho.
The river
por Marcella Marx She was afraid of rivers. Never had she understood how the liquid could spring up like that. Tiny bubbles, drops, tears. A secretion of something that, for some reason, could no longer be repressed Down, under the earth. Concealed by the depths, Layers of lava and soil. So much like her sad… Continuar lendo The river
