Folhas aos pedaços. Pedras acomodadas, na esquina. Vento forte. Céu brando, de nuvens em chamas. É o silêncio, rompendo o instante. O dia se despede em cor de laranja. Desperta o fogo. Bate no rosto. Aperta os olhos, até o sossego. Queda-te inerte. Estaciona o pensamento. Entende a alma. Acalma o corpo. Aproveita o tempo.… Continuar lendo Entardecer
Águas de Marx
Mais um para a Marcella Marx, que me desafiou a escrever um poema sobre um verso de Mia Couto. Ei-lo, amada amiga: não sei, porém, se faz jus à tua prosa. ("Porque o amor é esquivadiço. A gente lhe monta casa, ele nasce no quintal." Mia Couto) Escondidinho na gaveta, mora o teu amor. Sabes… Continuar lendo Águas de Marx
O segundo capítulo
Encontrei um livro atirado no meio do caminho. A capa era linda, o suficiente para eu me abaixar e pegar o exemplar. Comecei a ler e, logo no primeiro capítulo, fiquei fascinado com a história. O enredo era envolvente, os personagens prometiam um grande desenvolvimento psicológico, a interação entre eles era ótima, e a trama… Continuar lendo O segundo capítulo
Perene
É água buscando mar Vento montanha acima Luz de sol no verão dos polos Fogo até restar cinza Terra embalando semente. - Eu estou inverno.
Guns N’ Roses em POA: a banda do Slash toca na capital gaúcha
O Guns N' Roses foi a primeira banda que eu gostei que era minha. Minha mesmo, não interessava o que os outros pensavam dela, pouco me importava o que a mídia dizia deles e muito menos o que a velha geração achava do som deles. Minha! Foi o primeiro grupo que me fez sair de… Continuar lendo Guns N’ Roses em POA: a banda do Slash toca na capital gaúcha
Cálice
Sonho. Dentro e fora. De mim. No vidro, reflito. Reflete minha alma, nua. Entrego. Desejo. Esmero. Temo ausência sem essência. Cheiro. Invento. Rejeito. Quero isso e disso. Pingo. Tinto. Amanhã. Sempre. Para, sempre. Desde que me perca. Imenso. Penso. Grito. Parto. Não há tempo que passe. Infinita solidão. Deixa. Ilusão.
Bandeira amarela
"Sou mansa, mas minha função de viver é feroz." Clarice Lispector em "A paixão segundo G.H." Quem nasce, mora ou passa o verão perto do mar sabe bem que bandeira amarela na casinha do salva-vidas sinaliza atenção: o mar parece que está manso, mas oferece perigos. Aí é ter muito cuidado. Pode-se até entrar, mas… Continuar lendo Bandeira amarela
Demolidor: de Stan Lee a Frank Miller (parte 1)
Em 2015 a Netflix iniciou uma parceria com a Marvel, com o compromisso de produzir séries utilizando os personagens da editora. Diferente da concorrente DC Comics, que pertence à Warner Brothers, a Marvel não tem um conglomerado de mídia inteiro por trás e portanto algumas de suas mídias são passadas adiante. Foi o caso das… Continuar lendo Demolidor: de Stan Lee a Frank Miller (parte 1)
Da romantização da parede da sala
“Agora a casa é minha e eu vou decorar como eu quiser” – Esta era a ideia pungente naquela decisão de pintar a parede da sala de laranja. Eu tinha certeza que eu e meu companheiro iríamos nos divertir horrores, que esse momento ficaria na memória como uma lembrança linda e feliz, que ele traria… Continuar lendo Da romantização da parede da sala
