Clarice Dall’Agnol

Literatura

Diálogo com a ausência

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imagem: Lívia Dall’Agnol

por Isabel Dall’Agnol

Tento tocar meu violão.
Escorrego os meus dedos sob suas cordas.
Ensaio alguns acordes.
Sussurro palavras.
Mas de nada adianta.
Não há música alguma.

Deslizo meu lápis em uma folha.
Traços abstratos tentam desvendar meus sentimentos.
Garranchos coloridos imitam olhos tristes.
Mas de nada adianta.
Não há desenho algum.

Encosto minhas mãos no teclado.
Meus olhos descansam
na tela branca do computador.
Pensamentos vão e vêm…
Não consigo descrever nenhum,
então apenas jogo algumas palavras.
Mas de nada adianta.
Não há texto nenhum.

Quero ler um livro.
Encontro as primeiras frases.
Elas estão misturadas.
Não fazem sentido.

Minha mente voa longe
e, mesmo assim,
tento me concentrar.
Mas de nada adianta.
Nada faz sentido.
Eu estou pela metade.

Literatura

Caos

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imagem: Ana Nitzan

por Marcella Marx

Depois do grande estrondo
Ana ajoelhou-se e foi recolhendo um a um os cacos
De tamanhos e formas assimétricas
Ela insistia, mesmo com as mãos esfoladas.
Na cadência da entrega ia, mais um e mais um.
Até que todos foram deitados numa caixa de papelão.
Ana levantou-se.
Olhou o espaço que agora se abria a sua frente.
Levou o que havia recolhido para dentro.
E o estrondo se fez repetir por muitas vezes.
Tantas quantas foram necessárias
para que Ana voltasse a enxergar o mundo.

Música

Jello Biafra dá o recado!

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imagem: Cassiano Rodka

por Cassiano Rodka

Se o estádio do Beira Rio foi o cenário escolhido para receber o rock de arena de Paul McCartney, nada mais apropriado que o palco do Beco para acomodar o punk rock caótico de Jello Biafra. Diferente do beatle, Biafra sempre preferiu se esquivar da luz do mainstream e se manter na obscuridade do underground, tudo em virtude de manter intacta a sua música de letras ácidas e forte postura política.

Na noite de terça-feira (27/03), o músico aterrissou em Porto Alegre para apresentar o repertório de seu novo projeto, o grupo Jello Biafra and The Guantanamo School of Medicine. Com apenas um álbum (“The Audacity of Hype”, de 2009) e um EP (“Enhanced Methods of Questioning”, de 2011) lançados, a banda não parece querer descansar tão cedo. No setlist, novas composições já pipocavam. O show teve início com três delas, “Brown Lipstick Parade”, “John Dillinger” e “Barack Star O’Bummer”, onde o compositor critica o presidente dos Estados Unidos por ser um homem de muito discurso e pouca ação.

Do disco de estreia, destacaram-se “Electronic Plantation”, “Three Strikes” e “Pets Eat Their Masters”, todas cantadas por boa parte do público. Do ótimo EP lançado ano passado, foi pinçada a excelente “The Cells That Will Not Die”. É impossível não ser contagiado pela energia da banda e pela presença de palco do cantor. Com suas muitas caretas e mímicas, Jello Biafra faz lembrar que ele é o responsável por colocar o deboche no punk.

É claro que não faltaram alguns dos clássicos do Dead Kennedys. Estiveram presentes “California Über Alles”, “Holiday in Cambodia”, “Nazi Punks Fuck Off” e “Too Drunk to Fuck”, todas ovacionadas pelo público e com direito a muitos mergulhos de cima do palco, inclusive do próprio cantor, que se jogou umas duas ou três vezes na galera.

Depois de dois retornos ao palco, a banda terminou o show com a última faixa do disco, “I Won’t Give Up”. No final da música, enquanto as guitarras distorcidas se dissipavam no ambiente, muitas vozes entoavam como um mantra o refrão: “I won’t give up/It’s not an option”. E Jello deixou o seu recado.

Música

John Zorn: o mestre da música experimental vem ao Brasil

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por Cassiano Rodka

Descobri o som do John Zorn lá por 92, quando o Mike Patton participou de um disco dele chamado “Elegy”. Eu já conhecia o trabalho do cara como produtor, pois ele havia assinado a produção do disco de estreia do Mr. Bungle. Mas o som do Zorn, eu não tinha ideia do que era. E continuei não tendo ideia quando escutei “Elegy” pela primeira vez. Um som esparso, com barulhos e efeitos sonoros mesclados a belas linhas musicais. Era puro experimentalismo. E eu fiquei fascinado com aquilo. As melodias não eram assobiáveis, as músicas não ficavam na cabeça, mas tinha algo de intrigante naquele som que me fazia querer revisitá-lo diversas vezes. A partir dali, mergulhei no vasto universo musical do John Zorn, me aventurando em algumas das mais vertiginosas viagens musicais que já fiz.

Dentre os vários projetos do cara, um se destacou e foi ganhando espaço cada vez maior no meu gramofone. Tratava-se de um quarteto que mesclava jazz com música judaica. O nome da banda era Masada. Em uma epifania, John Zorn criou diversas músicas que compuseram o primeiro songbook do Masada, dando vida a algo que ele considerou como a nova música judaica. Essas canções foram sendo lançadas aos poucos, de 1994 a 1997, em 10 discos de estúdio com a formação clássica da banda: Joey Baron na bateria, Greg Cohen no baixo acústico, Dave Douglas no trompete e o próprio Zorn no saxofone. Com um segundo songbook composto, John Zorn resolveu lançar as novas músicas também aos poucos. Mas, dessa vez, decidiu que cada disco seria interpretado por uma banda diferente. Esse segundo conjunto de canções, intitulado Book of Angels, já está em sua 18º volume e surpreende a cada novo disco.

Qual não foi minha surpresa quando descobri que o cara estaria vindo para o Brasil com o Masada para um show no Cine Joia em São Paulo. O local é pequeno, perfeito para um show desses. A plateia ficava de pé, o que talvez não fosse o ideal, mas funcionou bem. Acho que colaborou com o clima de show de jazz dos anos 40, com as pessoas gritando e entrando em transe. A exaltação às vezes era desmedida, prejudicando os momentos mais silenciosos. Mas é difícil dar atenção a isso quando John Zorn está palco fazendo seu sax conversar eloquentemente com o trompete de Dave Douglas. A conexão entre os dois é inebriante. Joey Baron na bateria é um show à parte. O domínio que ele tem do instrumento é impressionante, e a alegria com que ele toca contagia. Para completar o quarteto, Greg Cohen no baixo é um show de habilidade. Todo projeto do Zorn em que ele toca, eu vou atrás sem pestanejar. Acho ele muito bom e, ao vivo, me deixou realmente boquiaberto. John Zorn, além de tocar seu saxofone, coordena a banda como um maestro. Aponta para um, aponta para outro, faz códigos que com as mãos para que os músicos parem, toquem mais forte, entrem numa parte ou outra da música. É muito bacana ver ele maestrando e acredito que seja o que sustenta a incrível sinergia entre o quarteto. O som do Cine Joia também ajudou muito, dava para escutar cada nota produzida pela banda, mesmo as mais sutis. Depois de uma hora de som, o quarteto ainda voltou para mais dois bis – coisa rara, eles normalmente fazem um só! Show terminado, alma lavada. John Zorn não só passou pelo Brasil, mas deixou sua marca. Quem estava lá não esquecerá.

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imagem: Cassiano Rodka
Literatura

Sobre as diferenças

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imagem: Cassiano Rodka

por Marcella Marx

“Identity is viewed as a construct, and because constructs only produce meaning through the interplay of differences, it is the case that identity cannot be said to exist without difference.”

According to Structuralism and Poststructuralism.

Se a identidade não pode existir sem a diferença, então a possibilidade de nos sentirmos diferentes, garantida pela existência do outro, deflagra o encontro assustador de quem pensamos ser com quem realmente somos.

Cinema

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tatoo, David Fincher, 2011)

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por Pedro Cunha

“We come from the land of ice and snow”
Jimmy Page e Robert Plant, The Immigrant Song

Já faz duas semanas que eu assisti “Os homens que não amavam as mulheres” e ainda não me recuperei do baque. Pensei em publicar uma página inteira com apenas uma palvra, repetida infinitas vezes: “Fincher”. E David Fincher merecia. Mas eu seria injusto. Eu seria injusto com Daniel Craig. Eu seria injusto com Trent Reznor e Atticus Ross. E eu seria MUITO injusto, enfim, com Rooney Mara. Então vamos de novo, do início.

A trilogia “Millennium” foi o grande sucesso editorial de 2009/2010 não só no Brasil, mas no mundo. Mais ainda em função do autor, o jornalista sueco Stieg Larsson, ter morrido de um ataque fulminante do coração momentos depois de entregar o terceiro volume para o seu editor. A trilogia se tornou sucesso e a primeira adaptação cinematográfica (Män som hatar kvinnor, Niels Oplev, 2009) foi bastante elogiada. Por que, então, fazer outra adaptação dois anos depois? Para fazê-la falada em inglês, e não em sueco? Enfim, o desafio de Fincher não era pequeno.

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Fincher e o desafio de fazer uma nova versão de um livro complicado e de um filme elogiado

O diretor e o roteirista Steven Zaillian, pelo que foi dito, não queriam fazer uma refilmagem do filme sueco, mas sim uma nova versão do livro de Larsson. O livro é um thriller de suspense que começa aparentemente desconexo, misturando as histórias de um velho industrial sueco obcecado com a morte/desaparecimento da sobrinha, que ele tinha como filha, ocorrida em 1967, um jornalista investigativo com a credibilidade abalada por ter mordido a isca de um tubarão dos conglomerados financeiros e publicado uma matéria caluniosa a respeito dele e uma jovem com sérias dificuldades de socialização e tutelada pelo estado que trabalha numa agência de investigação. No início do livro a grande dificuldade é tentar ver como essas histórias se conectarão. Zaillian, o roteirista, fez um trabalho incrível nesse sentido. Sem dispor das mais de 500 páginas que compõem o volume e durante as quais Larsson vai tecendo sua trama, conseguiu enxugar e modificar a história ao ponto em que ela ficasse enxuta para apenas duas horas e meia de filme perdendo o mínimo possível da intriga que tanto enriquece o livro. A probabilidade de criar uma obra que fosse ou simplória em comparação com a complexidade do livro ou então tão enxugada que fosse incompreensível para quem não o leu existia e era grande, e Zaillian conseguiu, mexendo muito pouco na obra (e nada na sua alma, por assim dizer) e conseguindo repetir o clima criado por Larsson. O interessante é que quem assistiu a versão sueca e a versão americana saúda, na versão americana, a maior participação de personagens como Erika Berger, Holger Palmgrem e Dragan Armansky. A impressão de quem (como eu) leu o livro mas não viu a versão sueca é justamente o contrário: esses personagens, tão importantes, deveriam aparecer mais. Mas aí temos que dar o braço a torcer a Zaillian: não dá. São apenas duas horas e meia. E há, enfim, uma história (que não é simples) para contar.

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Salander, Blomkvist e os tons claros e cinzentos de Jeff Cronenweth

E aí, David Fincher. O diretor é um dos grandes de Hollywood. Seu talento é visível desde seus primeiros filmes como “Se7en” (1995) e o seminal “Clube da Luta” (Fight Club, 1999), o filme de uma geração. Além deles Fincher também já havia dirigido o thriller Zodíaco (Zodiac, 2007). Fincher começou a deixar de ser um diretor underground para ser um grande arrecadador com “O Curioso Caso de Benjamin Button” (The Curious Case of Benjamin Button, 2008), onde ele exercita diversas técnicas cinematográficas diversas do padrão de seus filmes até então. O filme foi indicado ao Oscar, mas não levou. Assim como o trabalho mais recente de Fincher, A Rede Social (The Social Network, 2010), que segundo alguns é “O Cidadão Kane dos nossos dias”. Apesar de eu achar A Rede Social um tanto quanto superestimado pela crítica, não há dúvidas que é um grande filme. Se não ganhou o prêmio da Academia, esses dois trabalhos deram a Fincher o passe para aquele seleto grupo de diretores que se pagam, a quem os estúdios confiam grandes somas de dinheiro sabendo que terão retorno.

Não há dúvida que o tipo de trama favorecia a mão de Fincher. “Os homens que não amavam as mulheres” é um roteiro de suspense o tempo todo, onde começamos a ficar paranoicos no meio do filme e a desconfiar até da sombra dos personagens. Fincher hoje sabe fazer um thriller como talvez ninguém em Hollywood. A maneira como ele conduz o filme é brilhante. Ele se deixa envolver pela Suécia, seus brancos, frios e solidões. A paleta de cores escolhida pelo diretor (e pelo diretor de fotografia, Jeff Cronenweth, parceiro de Fincher desde Clube da Luta) privilegia as cores escuras e o branco, conseguindo recriar a sensação de frio do inverno sueco. O ritmo do filme, ora vertiginosamente acelerado, ora lento como o passar das estações, não é quebrado. As mudanças de Fincher são orgânicas e não quebram o filme, pelo contrário, o tornam ainda mais coeso. O clipe de abertura do filme é lindo. É uma experiência plástica com cores escuras que nos introduz no universo de Mikael Blomkvist e, principalmente, de Lisbeth Salander. E o clipe também brinda aqueles que já conhecem a história, seja pelo livro, seja pela versão sueca, com uma série de “spoilers”, de detalhes que serão revelados apenas bem mais adiante.

Esse filme não funcionaria sem protagonistas muito bem escolhidos. Há boatos que George Clooney, Johnny Depp, Viggo Mortensen e Brad Pitt (que já trabalhou várias vezes com Fincher, como em Se7en, Clube da Luta e Benjamin Button) foram cotados para o papel do jornalista Mikael Blomkvist, que acabou com Daniel Craig. Num primeiro momento eu torci o nariz para a escolha, no estilo “não vi e não gostei”. Para mim Craig não tinha o “physique du rôle”, o tipo físico necessário para encarnar Blomkvist, que seria um pouco mais velho e mais robusto. O que eu posso dizer? Me enganei. Craig consegue se despir do seu James Bond e encarna o jornalista sueco com todos os seus atributos, certezas e inseguranças. O veterano Christopher Plummer parece ter nascido para o papel do patriarca Henrik Vanger, o velho amargurado que odeia e culpa a própria família pelo desaparecimento da sobrinha, a única dentre os seus parentes que ele amava e em quem via a possibilidade de sequência nos negócios da família. A escolha de muitos atores escandinavos para os papeis coadjuvantes serve para aumentar ainda mais ambientação, que infelizmente perde muito com os diálogos em inglês. Não é todo diretor que tem a ousadia de um Tarantino, que faz um filme onde franceses falam francês e alemães falam alemão, em Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds, 2009). Mas voltando a falar do elenco, se o filme é genial no mínimo metade dele se deve a Rooney Mara. Mara chamou a atenção pela primeira vez ao estrelar o drama adolescente Tanner Hall (Francesca Gregorine e Tatiana von Furstemberg, 2009), já que começou a atuar tarde. Depois de ganhar alguns prêmios como revelação ela participou do desastroso remake de A Hora do Pesadelo (Nightmare on Elm Street, Samuel Bayer, 2010) e ainda em 2010 fez um papel curto, porém providencial: ela era a namorada que, no começo de A Rede Social, dá o fora em Mark Zuckerberg. Foi ali que Fincher a conheceu. Lisbeth Salander é um personagem muito difícil de se encarar. Ela é intensa, mas intensa de boca fechada. Ela não é aquela louca que grita o tempo todo e é espalhafatosa. Ela é uma borderline introspectiva, um vulcão em erupção dentro de uma caixa forte, uma mente que trabalha a um milhão de quilômetros por hora dentro de um corpo frágil de uma menina adolescente, apesar de já ter quase 30 anos. Mara encarou e conseguiu dar credibilidade a sua Salander. Nós a conhecemos no filme e demoramos para gostar dela. É difícil confiar em quem não dá confiança, em quem olha de soslaio, em quem não se entrega. E Salander não se entrega. Nunca se entrega. Nem na cena mais tensa do filme, quando ela está completamente dominada, ela não se entrega. É naquele momento que a moça começa a ganhar um pouco a nossa simpatia. Poucas palavras, sempre muito rápidas, como se ela fosse uma represa segurando um tsunami de emoções e pensamentos que a vida lhe ensinou que ela não deve expor, jamais. A indicação para o Oscar foi justíssima e será complicado para ela disputar “apenas” com Glenn Close (por Albert Nobbs) e Meryl Streep (A Dama de Ferro), mas só o fato de estar nessa turma já é uma justiça ao trabalho brilhante de Mara que é a fagulha que dá vida a todo o filme idealizado por Fincher. Resta desejar que a moça confirme na carreira. Hollywood já caiu de amores sobre ela e Rooney já está escalada para estrelar o próximo filme de Terence Mallick.

O filme de Fincher é lindo e ganha mágica em função da atuação de Rooney Mara. Mas não seria tão bom sem a trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross. Os dois já são parceiros de Fincher desde os tempos de Se7en. Venceram, de maneira surpreendente, o Oscar de Melhor Trilha Sonora em 2011 por A Rede Social. E ajudam a construir o clima sombrio de “Os homens que não amavam as mulheres”, seja nas composições originais seja nas reconstruções, como na canção que serve de epígrafe a esse texto, The Immigrant Song, originalmente do Led Zeppelin e reconstruida por Karen O, vocalista dos Yeah Yeah Yeahs e que também foi a autora de toda a trilha sonora do lindo Onde Vivem Os Monstros (Where the Wild Things Are, Spike Jonze, 2009). Dentro do clima perturbador do filme até Orenoco Flow, da Enya, consegue soar assustadora e perturbadora.

Não sei se há tratativas para Fincher, Craig e Mara fazerem os outros dois filmes da série. Fiquei realmente curioso, porque acho os dois livros (A Menina que brincava com fogo e A Rainha do Castelo de ar) bem inferiores ao primeiro. Mas vamos ver o que o senhor Fincher tem reservado para nós em sua caixa de surpresas.