Foto: Isabel Dall’Agnol A gente deita.Pra dormirPra descansar Pra acalmarPra respirarPra nascer Pra fazer nascerPra acordar Pra remediar Pra pirar Pra chorarPra cuidarPra amar Pra gozar Pra dançar Pra pular Pra viverPra morrer
Tag: Isabel Dall’Agnol (Literatura)
Em sina
Foto: Isabel Dall'Agnol Sem vida.Seco.Na pele.Desejo.Incita. Imenso.Mergulho.Imerso.Em medo.Arranha.Mergulha.Procura.Descasca apele, na vida,que teme.E morre.De sede.
Café
Foto: Isabel Dall'Agnol À minha prima Clarice.Nossa amizade é assim.Como o café que tanto amamos.Tu és assim.Como o café que tanto amo. Mergulha tua essêncianessa água ardente.Desmancha em sabor.Derrama-se em cor. Aroma que seduz.Esquenta a alma.Com calma. Sossego em confusão.Companhia à solidão.Motivo de diversão. Não deixo.Não nego.Não canso. Nosso devaneioé forte.Ponto intenso.Sempre puro. E segue…Enfim…Sem… Continuar lendo Café
Espelhos
Foto: Isabel Dall'Agnol Eu não gostodas máscaras.Já me caíramfaz-se um tempo.Prefiro apoiar-meem espelhos.Desnudam.Cru.Refletem.Estreme.Exibem.Verdade.EspelhosEspelho.Meu.Apareço.Despeço.Reflito.Reflexo.
Holocausto
Foto: Isabel Dall’Agnol Fico com aimagem.Do povo.Da fome.Da miudeza.Fecho os meusperturbados olhos.Eu revejo.Eu revisito.A memória, queme soluça o peitoe me embaraça a alma.E eu tento entender.Uma nação enfraquecida.Um homem que vocifera forte;ao contrário; um homem fracoe uma nação fortemente seduzida.Unida e conduzida:à marcha da sua morte.Estourando emópera do finito,no seio de Wagner.Quanto receio.E a culpa!E… Continuar lendo Holocausto
A sombra
Foto: Isabel Dall’Agnol Os meus dedoscorrem pela parede.Refletem,na sombra.E, assim,brincam.Dançamos.A sombra.E eu.A invejo.Ela estáali.No silêncio.Bonita.Desperta.Fotografada.Balançando.E, nesse retrato,mergulho.Viajo.E fica,na imaginação.Perpetuada,em fantasia.
Olhar
Foto: Isabel Dall’Agnol Perco,no canto.O imenso.O medo.E encontro:O terno.O amor.Infinito,tão finito.
Nós
Foto: Isabel Dall'Agnol Nós,em nós;perpetuados, assim,em cordão.
A ida
Foto: Isabel Dall’Agnol Tenho todas as estrelasna minha frente.E uma noite inteira. As luzes, no fimda terra seca,me fascinam. Perco-me naimensidão dessevale, que mecrava o medo. Minha alma correpelas rochas.Sinto-me livre. Minha menteestá desocupada.Sinto-me leve. Quero lançar-medo penhasco.Esconder-meentre as pedras.Desaparecerno rochedo. Quero que teuuniverso místicome sugue.Porque não suportoa ideia de voltar.
