por Isabel Dall'Agnol Começa, acaba e começa de novo. Vai e vem tão rápido, que já perdi. Não vejo. Não toco. Não posso. Outra hora. Quero agora. Espera já. Tempo, tempo, tempo... Corro contra o vento e planejo desatenta. Ou estaria eu atenta ao relento? Tenho sede, pelo menos. Esquece. Tudo isso. Já não parte… Continuar lendo Desordem
Acalanto
Para o Vito, alimento dos meus escritos desde 1999. Se eu tivesse todas as respostas, filho, seria para ti que as daria primeiro. E também para a Angelina, por certo. Não as tenho, porém, pois elas não existem de modo absoluto (ao menos não em um só formato). Existem algumas poucas certezas e inúmeras dúvidas,… Continuar lendo Acalanto
Epílogo
por Isabel Dall'Agnol O ponto de partida deu um nó na chegada. Tudo o que era se desfez. Mãos calaram-se. Calor deserto. Um vazio transbordou o peito. As palavras correram. A ternura gastou-se. O laço desistiu. O amor derramou-se em engano. Nada mais vaga em nosso leito. Tuas manchas escaparam. Nem te reconheço no espelho.… Continuar lendo Epílogo
Haikai da receitinha de felicidade (para a garota estressada da cidade grande)
por Clarice Casado Calminex calminex Vodca Vodca Bowie Bowie
O silêncio
Eu tenho um respeito enorme pelo silêncio. Só o interrompo quando é realmente necessário. Corto finamente seu tecido com algumas poucas palavras, depois deixo ele preencher novamente o espaço ao redor. Quando tatuo a sua pele, é para que ele ganhe uma voz. A única coisa pior do que uma tatuagem que perde a cor… Continuar lendo O silêncio
Que Horas Ela Volta?
por Pedro Cunha Faz uma semana que assisti “Que Horas Ela Volta” (Anna Muylaert, 2015) e só hoje tomei coragem para sentar e escrever sobre o filme. O problema não é com o elogiadíssimo longa brasileiro, que semana passada foi escolhido para ser o representante brasileiro na (longa) corrida pelo Oscar de Melhor Filme em… Continuar lendo Que Horas Ela Volta?
Família
por Marcella Marx A morte é vida dilatada em sangue. A morte é vida se disseminando em pele. A morte é vida que se irradia no olhar.
PáginaDezAnos!
Ao Cassi, meu grande companheiro nesta amorosa e artística empreitada! A todos os colaboradores passados e presentes, por toparem unir-se a nós pelo mais puro amor à arte. Aos meus leitores mais fiéis, de quem recebo comentários valiosos há tempos. Obrigada por tudo: trocas, ideias, elogios, incentivo e carinho, sempre! Sem vocês, não faria sentido… Continuar lendo PáginaDezAnos!
O infinito
por Marcella Marx Ao meu avô Vasco, herói. O infinito como eu o imaginava era água transbordando, era o som da palavra - n ã o. Era aquele azul céu de dia sem nuvem, era a criança ao olhar para seus avós e neles reconhecer sua fortaleza. Mas o infinito é chuva que cessa e… Continuar lendo O infinito
