imagem: Isabel Dall’Agnol Teu olhar desanda.E a boca se esconde.E a vontade se perde na distância.Não há beleza que te cubra.Ou palavras que te sorriam.Ou mãos que te alcancem.O meu calortem sede.O meu carinhotem ânsia.O meu gosto te chama. Esse agora me dá medo. O pensamentofaz-se ausente.E aquele sonho só ressente.Meu corpo cansou de pedir.… Continuar lendo Despedir
João e Maria
imagem: Cassiano Rodka (Escritora convidada: Heloísa Contrera)João amava Maria.Só não pensava no que ela queria.João amava Maria.Só não gostava do que ela vestia. Só se queixava quando ela saía.João calava Maria.Cada vez menos ela entendia. Por qualquer coisa ele discutia. Só era amor demais, ele dizia.João atava Maria.Não era sempre, só quando bebia. Não era… Continuar lendo João e Maria
Lua em Escorpião
imagem: José Calimero Nítidos lábios Em delírio onírico,Descompassados,Passados a limpo,Em preto e branco,Ou em múltiplos tons de incertezas(Sem dúvidas?).Alma despregada do corpo,Buscando a tua. Me penetras com teus olhos,Me consomes, inteira.Te desvendo em poucas palavras:Manténs o controle, para que tenhas apenas paz e noites bem dormidas.Ao rumo de ti mesma, sigas.Ao que te apraz, Em… Continuar lendo Lua em Escorpião
Tatuagem
imagem: Isabel Dall’Agnol Sinto falta do quarto de paredes verdes.De saber que eles estavam.E elas,também.Sinto falta do gelado,batendo nos dedos dos pés, quando era início de primavera. E das fotografias no mural.Sinto falta do brando, deitado na cama. Da pipoca doce entre as mãos.E dele... Indo e vindo... Sinto falta da música.Da fantasia. Do sonho.… Continuar lendo Tatuagem
Astral
imagem: Cassiano Rodka No corpo vive a almaum pouco contidaela deseja flutuardeixar o que é do mundopara lá
Quarentena
imagem: Isabel Dall’Agnol Riscos de uma quarentena. Perdido na imensidão particular deste mundo agora pequeno.
Destroços
imagem: José Calimero Sobrevivente de meu naufrágioagarrei-me a algum fragmento são à deriva, permaneci na superfícielonge da revoltade minhas águas mais profundas
Ferida
É vai e vem. Sinto-me presa na tua presa. E não escapa. Nunca. Dói e suga. Suja. Isso tudo me corrói. E me cospe. E me engole. E me esvazia. É trago na mente. Trinca os dentes. Suplico que parta de mim. Que hesite. Já não existe. E volta, dando a meia volta. Pare de… Continuar lendo Ferida
Helena
Eu guardei apertado no peito o seu rosto seu olhar cerrado e o sorriso leve enquanto o balanço subia foi quando até o céu viu a pureza de sua alegria infantil
