por Cassiano Rodka Quando a notícia de que um músico norueguês vai tocar em Porto Alegre chega aos ouvidos dos moradores daqui, a primeira reação é, invariavelmente, de desconfiança. Ao ouvir falar que o show vai rolar no Instituto Goethe e que os ingressos serão vendidos na Lancheria do Parque... muita incerteza. Mas às vezes… Continuar lendo Um norueguês em Porto Alegre
Zé do Sinal
por Clarice Casado Trabalhava naquela escola há trinta anos, já. Sabia todos os seus recantos de cor. Conhecia todos os professores. Fazia questão de conhecer todos os alunos. Gerações já haviam passado por ele. E ele continuava ali, sempre ali, tocando o sinal. Sim, ele era o responsável por tocar a campainha estridente que anunciava… Continuar lendo Zé do Sinal
Sob o efeito da água
por Marcella Marx Sob a água rolam, enquanto rolam, outras também. Com objetivo o mesmo: Apenas rolar. Gerando atrito, esculpindo com sua força múltiplas formas. Seu rolar ferindo e abrindo fendas profundas e irresistíveis. Irreversíveis marcas do rolar. Sob o efeito da água rolam deixando seus vestígios, rastros de poeira e cacos. Minúsculas partículas perdidas… Continuar lendo Sob o efeito da água
Carta aos homens grávidos
por Clarice Casado Ao Márcio, meu incansável companheiro de jornada Eu poderia começar dizendo: "Prezados colegas!". Mas não posso. Não sou um homem grávido, mas já fui uma mulher grávida. Você está pensando, "Acho uma loucura considerar grávido um homem, só porque sua companheira está grávida", e eu digo, "Parceiro, você tem razão, também não… Continuar lendo Carta aos homens grávidos
Renúncia
por Cassiano Rodka Recuso tua mão Não porque te odeie Mas porque te amo Me pelo de medo em ser teu E perco minha vez Me distancio do homem que sou Tranco as pernas na falta de mim
Bomba
por Clarice Casado Atire a bomba Mas não esteja lá no momento da queda. Não há nada pior do que sentir o impacto.
Diálogo de haikais
por Cassiano Rodka
Três funerais (pequeno conto em três movimentos)
por Clarice Casado Manhã: Amanda Era cedo. De manhãzinha. Os preparativos para a festa estavam a mil. A menina Amanda faria sete anos naquele dia. Amanda, quase sete, estava feliz. Tão feliz que andava correndo pela casa. Não foi uma vez nem duas que a mãe pediu que não corresse. Foram muitas. Mas crianças em… Continuar lendo Três funerais (pequeno conto em três movimentos)
Bumerangue
por Cassiano Rodka
