por Marcella Marx Saudade daquela que foi sem saber quem era, das manhãs de inércia. Tardes em que perdia, para só encontrar-se. Noites de querer com olhos dela enxergar. Vontade de ser ela, para os mesmos erros cometer e novamente acordar, sendo ela e outras.
Última carta
por Clarice Casado Prezada, O problema é que muita gente já morreu aqui. E eu pensando que isso era bobagem. Pouca gente entra e muita sai, e isso não é bom para casa nenhuma. Casa é personagem. E principal, ainda por cima. Não tem cristo que me faça mudar de ideia. Nunca me disseram que… Continuar lendo Última carta
Longe
por Clarice Casado Não sabes ao certo quantas tardes terão que morrer Para que a nossa estada no mundo Não se torne tão invisível tão improvável Insuportável Quantas vezes choraste nos outonos doídos Sem saber Que nada importava Apenas nós Apenas a terra O porto apenas.
Órfão de uma certa Manaus
por Clarice Casado Literatura só é literatura quando alguém a lê. A epígrafe deste texto é dele. E ele mora na minha rua. Uma cidade do tamanho de São Paulo, e o cara mora na minha rua. Tendo há apenas dois meses passado a figurar como um de meus escritores preferidos, Milton Hatoum, ganhador de… Continuar lendo Órfão de uma certa Manaus
Fuga nº1: Oceano
Largou o peixinho na água. – Vai. Tô te devolvendo pro mar. O bichinho nadou feliz em direção ao pôr do sol. (E, dentro da cabecinha da menina, rugia o pensamento: – Não volta mais aqui, seu filho da puta!...)
Intruso
por Marcella Marx Debruçou-se sobre as cores como quem avança em noite escura e segurando um amarelo sol traçou pegadas no chão incólume embrulhou-se com vestes da cor dos rios para que seu destino fosse o mar riscou em vermelho a voz trancada no peito as ideias, que viessem em prata e ouro como pequenas… Continuar lendo Intruso
Da partida
por Clarice Casado Acordou virada do avesso. A noite lenta pairando sobre si. O sonho e a luta. Que não acabava. Não queria acabar. Como acabar? Sabia menos hoje do que um dia soube. Pensava coisas sem sentido. Só encontrava sentido no partir. Não sabia como seria sua vida sem ela. O antes era vago.… Continuar lendo Da partida
Acústico Dona de Casa
por Cassiano Rodka Voz, violão e muita simpatia. Foi com esses três instrumentos que Jay Brannan tomou conta do palco da sala PF Gastal no dia 17 de abril. O músico e ator foi convidado para participar do evento BIG - A Metrópole do Século XXI para promover o novo filme de John Cameron Mitchell… Continuar lendo Acústico Dona de Casa
Sombrio
por Clarice Casado Sombrio recolhe-te em palavras que não desejam ser ditas Do outro lado vê-se mais do que o possível improvável momento Certeza no escuro dúvida no toque do que um dia foste.
