Clarice Dall’Agnol

Música

Os 8 melhores de 2008

por Cassiano Rodka

Quando o ano chega ao fim, é hora de fazermos aquele balanço: olhamos para trás pela última vez, analisamos o que foi bom e ruim e seguimos em frente carregando apenas o que vale a pena. Ou seja, hora de limpar do HD os álbuns que não duraram mais de uma semana no playlist e fazer backup daqueles inesquecíveis. 😉

Preparei aqui uma lista com os 8 álbuns que mais me chamaram atenção em 2008 e que recomendo a todos dar uma bela escutada.

Red Snapper – A Pale Blue Dot
Depois de uma paradinha em 2003, o Red Snapper finalmente voltou aos palcos em 2008 e preparou um mini-álbum super especial para os fãs da mistura jazz-rock-funk-hip-hop da banda. As 6 faixas inéditas do EP captam como nunca o som do Red Snapper ao vivo, além de trazerem uma guinada maior para o lado roqueiro dessa vez. Duas das melhores faixas, “Clam” e “Brickred”, foram remixadas e fecham bem essa bela coleção de novos grooves da banda.

A Brand – Judas
Mais um álbum da banda que prova que eles conseguem fazer a mistura perfeita de rock com eletrônico. O bacana do A Brand é que eles soam como se fosse uma banda de rock fazendo covers de música eletrônicas, ou seja, as estruturas das canções são cheias de loops, riffs e batidas crescentes, mas eles executam elas com o espírito de uma banda tocando ao vivo. Além dos ótimos singles “Time” e “The Bubbles”, o destaque vai também para a divertida “Can’t Help It”.

Bruce Haack – Haackula
Um dos precursores da música eletrônica, Bruce Haack começou fazendo música para crianças. As gravações eram cheias de efeitos e ideias musicais inovadoras, mas a apatia dos adultos em relação ao seu trabalho acabou despertando uma grande frustração no compositor. Esse sentimento, unido a um mergulho no alcoolismo, fez com que ele lançasse alguns discos mais sombrios. “Haackula” foi registrado em 1978 e, na época, ninguém se interessou em lançá-lo pois foi considerado dark e ofensivo. A gravadora The Omni Recording Corporation resolveu tirar o pó dessa pérola e fez seu lançamento oficial comemorando os 30 anos da gravação. Incluiu também duas raridades: a faixa “Party Machine”, um single gravado em 1982 com o rapper Russell Simmons, e os 32 minutos de “Icarus”, um épico gravado em 1979.

dEUS – Vantage Point
Depois de anos mudando seus integrantes a cada novo álbum, o dEUS parece ter finalmente encontrado uma formação fixa. Em “Vantage Point”, a banda mostra o quanto os vários shows de divulgação do disco anterior foram importantes para criar uma empatia entre eles. Desde a delicadeza de “Eternal Woman” até a raiva de “Oh Your God”, o dEUS garante bons momentos musicais em um álbum de destaque dentro de sua discografia. O segundo single, “The Architect”, é um clássico imediato. Fazendo uma cruza entre The Clash e LCD Soundsystem, o riff e a melodia compõem um irresistível convite à pista de dança.

Little Joy – Little Joy
O álbum de estreia da banda que une Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fabrízio Moretti (Strokes) com Binki Shapiro foi um dos mais esperados do ano passado e o resultado foi mais do que satisfatório. Unindo um pouco da sonoridade de cada uma das bandas a uma boa dose de Velvet Underground, a banda produziu um dos discos mais cativantes de 2008. Difícil não se divertir com faixas como a ensolarada “Brand New Start”, a frágil “Unattainable” e a hermanesca “Keep Me in Mind”.

Marcelo Camelo – Sou
Outro hermano que se destacou ano passado foi o Marcelo Camelo, que lançou seu primeiro disco solo, deixando de lado o lado mais barulhento para assumir uma sonoridade mais tranqüila e, por vezes, experimental. Com grandes participações, que vão desde a excelente banda Hurtmold (com quem tem dividido o palco ao vivo) até a pianista Clara Sverner. Destaque para “Doce Solidão” e seu irresistível assobio, a bela sanfona de Dominguinhos em “Liberdade” e o delicioso sambinha de rua “Copacabana”.

Mike Patton – A Perfect Place
A primeira trilha sonora composta pelo Mike Patton foi uma bela surpresa! Explorando bastante o seu lado jazzístico, o compositor valeu-se da velha regra das clássicas soundtracks: compôs um riff básico que repete-se nas músicas em diversos ritmos e tempos, incluindo algumas versões com vocais. Uma delas, “A Perfect Twist”, se instala rapidinho na cabeça e, pra sair de lá, leva um bom tempo! A faixa “Batucada” traz, mais uma vez, a influência brasileira nas composições de Patton, e “Il Cupo Dolore”, cantada em italiano, lembra as incursões do Mondo Cane, projeto do cantor incluindo uma orquestra, uma banda e um coro e que deve ter seu álbum lançado ainda este ano.

Ween – At the Cat’s Cradle, 1992
O sexto álbum ao vivo da banda apresenta o último show do Ween durante uma extensiva turnê em 1992 divulgando o disco “Pure Guava”. Na época, as apresentações ao vivo eram feitas apenas pelos dois integrantes oficiais, Gene e Dean, alternando-se no baixo e na guitarra acompanhados de uma bateria eletrônica pré-gravada. Diferente das improvisações e longos solos que rolam nos concertos atuais, essas apresentações eram mais fiéis às versões originais e a despreocupação com a seriedade resultava em uma interpretação pra lá de demente! O CD traz ainda um DVD bônus com gravações caseiras de alguns dos shows dessa turnê. Se você é fã, vai se deliciar! Se ainda não conhece a banda, melhor não começar por aqui. 😉

Literatura

Correspondências parte 2

correspondenciasparte2.jpg

por Marcella Marx

“Vinicius,
Acabo de receber tua carta e ensimesmado afirmo: tu foste longe e demais. Digo-te, meu amigo que li e reli as páginas de teu romance. Tua capacidade de criação é intrigante e a complexidade de suas personagens, especialmente Ana. O que há nesta mulher de tão real? Ando pelas ruas e por vezes a vejo passar por mim, na feira comprando maçãs ou cruzando a rua de bicicleta. A busco em todos os lugares. Tu estás a ponto de me colocares louco.

Precisamos nos encontrar. Que tal em sua casa em dois dias? Iria logo após o trabalho.

João”

Música

A história da rainha do soul

por Cassiano Rodka

Contar a história de Nina Simone através de suas músicas não é tarefa fácil. A pianista e cantora interpretou tantas canções de gêneros tão diversos, que resumir sua carreira sem perder todas as suas nuances é um trabalho delicado. De Kurt Weill a Bee Gees, passando por Burt Bacharach e Screamin’ Jay Hawkins, Nina sempre soube absorver o que havia de melhor sem medo de apostar nas suas escolhas.

Assim, construiu uma discografia rica que abrange estilos musicais distintos: jazz, pop, blues, música clássica, funk, folk, soul, gospel, ritmos caribenhos e africanos, só pra citar alguns. Para comportar tudo isso só mesmo lançando uma coletânea que inclui 3 CDs e um DVD.

ninasimone_tobefree

“To Be Free: The Nina Simone Story” traz 51 faixas gravadas entre 1957 e 1993, incluindo 8 faixas inéditas e um documentário com 9 performances ao vivo. As inéditas incluem:

– “When Malindy Sings/Swing Low Sweet Chariot” ao vivo no Newport Jazz Festival em 1963;
– “Ain’t Got No – I Got Life”, um dos grandes hits de Nina, aqui na versão que foi lançada como single em 1968;
– Uma versão ao vivo com climinha latino muito bacana de “Suzanne” do Leonard Cohen, mais animada que a versão de estúdio;
– “No Opportunity Necessary, No Experience Needed” ao vivo no New York’s Philharmonic Hall em 1969);
– “Tanywey”, uma inédita recém descoberta, gravada durante as sessões do disco “Here Comes the Sun”e tão ensolarada quanto um passeio no parque, certamente a grande pérola dessa coleção;
– Um dueto emocionado de “Let It Be Me” com o seu irmão na base militar de Fort Dix;
– “Nina”, uma bela jam com toques indianos;
– E a africana “Zungo”, ao vivo no New York’s Philharmonic Hall em 1973.

É claro que os hits estão todos presentes também. Desde o primeiro single, “I Loves You Porgy”, passando pela dramática versão de “Don’t Let Me Be Misunderstood” e a suavidade dos vocais de “Feeling Good”. O blues aparece bem representado na sensual “I Want a Little Sugar in My Bowl” e o pop na irresistível versão de “To Love Somebody”, dos Be Gees. Temos ainda a imprescindível trilha de perfume “My Baby Don’t Care for Me” e a belíssima “I Wish I Knew How It Would Feel to Be Free”, uma das canções de protesto de Nina Simone.

As canções que lutam pelos direitos civis e que condenam o racismo, aliás, são grande marcos na carreira da pianista. “Four Women” e “Mississipi Goddam”, duas composições próprias, destacam-se na coletânea. Tocada ao vivo poucos dias após a morte de Martin Luther King, “Mississipi Goddam” traz uma Nina invocada. Ela convoca a plateia a cantar junto e provoca: “Ele era um de vocês. Se vocês se emocionaram e conhecem minhas músicas, pelamordeDeus, cantem comigo! Não fiquem aí sentados! Agora já é tarde, sabiam? O rei está morto! O rei do amor está morto!”. O belo hino negro “Young, Gifted and Black” também dá as caras, em uma versão de estúdio lançada anteriormente apenas em single.

O lado africano de sua discografia fica bem representado em faixas como “See-Line Woman”, “Westwind” e a nervosa “Funkier Than a Mosquito’s Tweeter”. Mas não posso deixar de lamentar a falta de “Sinnerman” nesse grupo, uma grande música da cantora que acabou ficando de fora. Mas fiquei bastante feliz e surpreso com a inclusão de algumas faixas mais inusitadas, como a teatral “Pirate Jenny” e os 18 minutos e 20 segundos da versão de “My Sweet Lord/Today Is a Killer”, de George Harrison. Impossível não ficar com essa melodia na cabeça depois de escutá-la na interpretação de Nina.

Não percam tempo e comprem/baixem/deem de presente essa deliciosa coleção de canções de uma das maiores intérpretes e compositoras que já tivemos conosco.

Literatura

Le baiser

lebaiser

por Marcella Marx

Ao Marcelo

De olhos bem fechados te vi chegando, passando pela porta, sala e quarto.

Em meio a minhas tintas, esboços, partes de mármore e restos de bronze
te vejo caminhando em minha direção.

Ouço tua voz suave
e grave gritando meu nome.

Tu trazes vento que embaralha as cartas sobre a mesa e aquece as estátuas de minha alma.

De cima de meu pedestal te recebo
– pedra bruta
à espera de teu cinzel.

A cada golpe nossos corpos se fundem
e nossos lábios são entalhados em simetria.
Até que não mais possa acordar
pois estou em teus braços.

Literatura

Cultura em Sampa para crianças – Parte I

culturaemsampaparacriancas
imagem: Clarice Casado

por Clarice Casado

Felizes nós, moradores da maior e mais culturalmente agitada do Brasil!

Na semana passada, no sábado, brindei-me com uma ida à Livraria Cultura com meus dois filhos. Motivo bem especial: Ziraldo, Ruth Rocha e Pedro Bandeira estariam fazendo um bate-papo com pais e crianças, por ocasião de um lançamento “coletivo”, uma caixa linda com três livros deles, parceria da Editora Melhoramentos com a Livraria Cultura: O namorado da fada ou O menino do planeta urano, do Ziraldo, A menina que não era maluquinha e outras histórias, da Ruth Rocha, e Papo de sapato, de Pedro bandeira, com ilustrações de Ziraldo. Na caixa vermelha super bem bolada, ainda vem uma camiseta roxa com uma das ilustrações do livro do Ziraldo.

Fui ao bate-papo principalmente pelo Ziraldo, de quem sou fã de carteirinha desde a infância. Lembro até hoje da minha primeira leitura do Menino Maluquinho, o livro mais lido e aclamado de Ziraldo. E não consigo esquecer de todas as vezes em que, já adulta, lendo Menina Nina, chorei as lágrimas mais verdadeiras de minha vida. Esta paixão pelo genial autor e ilustrador mineiro eu já tratei de passar aos meus pequenos. Ao sairmos de casa, meu filho segurava ansioso o seu Menino Maluquinho, enquanto a minha filha não largava de sua Dodó, impaciente, perguntando a cada minuto se o Ziraldo já tinha chegado.

No auditório bem lotado da Cultura do Shopping Villa-Lobos, sentia-se a euforia de crianças e adultos. Sei que o Ziraldo tinha parado em pleno shopping antes para tomar um cafezinho, porque, no elevador, um senhor que me viu com os meus filhos cheios de livros dele nas mãos me perguntou se ele ia autografar: o tinha visto cercado de fãs, tentando tomar um café…

O papo foi uma “delícia”, para usar o dialeto paulistano na sua mais “pura” forma… Os três autores, velhos amigos, pareciam estar na sala de casa. Ficaram um tempinho contando como começaram suas carreiras, falaram das dificuldades de cada um, coisa e tal. Comentaram um pouco sobre seus livros mais famosos, e deram até uma aulinha sobre “as dificuldades de escrever na época da ditadura militar”. Queria ter tomado notas para falar mais detalhes para vocês aqui, mas, como estava com as crianças, foi impossível.

Os três foram simpaticíssimos. Quando abriram para perguntas, um menino espevitado pegou o microfone e começou a fazer uns sons estranhos (seria uma pergunta dirigida ao Ziraldo). A mãe do guri pegou o microfone, e “traduziu”, “Ele quer saber se o Ziraldo acha ele parecido com o Menino Maluquinho”, e Ziraldo, super bem-humorado (sempre sorrindo), de pronto, “Mas é o próprio!”. A plateia, óbvio, caiu em risadas.

Meus filhos já estavam ansiosos pelo momento do autógrafo. Saímos um pouco antes do auditório e pegamos um primeiro lugar na fila, junto à mesinha preparada para os autores. Ficaram mega felizes.

Logo chegou o trio de autores, super sorridentes, mega simpáticos. Ziraldo foi logo vendo a minha filha, “Coisa mais bonitinha, olha esse pequenininha, Ruth!”, e perguntou o nome dela, ele respondeu, exibida, e ele, “Que nome lindo!”. Faz uns autógrafos super diferentes, com uns desenhos nas letras, ele é o máximo! Eu segui pedindo um para mim: levei Menina Nina, que é a coisa mais sensível e pungente que já li sobre a morte. Nada como os olhos de menino de Ziraldo, para falar de mansinho sobre assunto tão penoso. Eu disse, “Este é para a mãe da Angelina”, e ele “Ah, você?”, e escreveu um “Clarice” com um “C” todo enrolado, como se fosse um caracol. Eu vibrava por dentro, como uma criança deslumbrada! Não ligo nada pra celebridades de TV e cinema e essa besteirada toda, mas me derreto frente a um gênio literário como Ziraldo. Sinto que meus filhos estão a seguir pelo mesmo caminho. Depois, foi a vez do meu mais velho, entregou meio tímido o seu Menino Maluquinho, e o Ziraldo, “Este também é seu?”. Fiquei em dúvida se ele estava a falar do meu filho ou do livro, já que levamos tantos!

Ainda pedimos autógrafos nos livros que estavam sendo lançados no dia, claro. Igualmente, muito gentis e simpáticos, Ruth Rocha, animadíssima, e Pedro Bandeira, que brincou com meu filho “Vito, de Vito Corleone!”, e eu confirmei a inspiração do nome, enquanto meu filho sorria, todo felizinho.

Tiramos algumas fotos, e aproveitamos muito bem o momento. Saindo da fila, ficamos meio que de lado assistindo aos outros autógrafos: meus filhos não queriam ir embora. Expliquei depois a eles a importância daquilo, daquele encontro, daquele contato, daqueles autógrafos, do valor afetivo daqueles autógrafos dos autores nos livrinhos.

Nada mal para uma tarde de sábado comum. Felicidade sem custo. Cultura ao alcance fácil das mãos. E do coração.

Música

R.E.M. em POA

por Cassiano Rodka

De uma pequena cidade para outra, o R.E.M. veio de Athens (Geórgia, EUA) para Porto Alegre para divulgar seu mais recente disco, “Accelerate”. Depois de um lançamento fraco em 2004 (o sonolento “Around the Sun”), a banda voltou este ano com um álbum enérgico e cheio de vida. As guitarras remetem aos timbres de “Monster”(de 1995) e a apresentação ao vivo mistura essa boa vibração das novas músicas com hits e faixas obscuras de toda a carreira da banda.

remempoa01.jpg
imagem: Cassiano Rodka

O setlist tem variado bastante de cidade para cidade, o que torna cada apresentação uma surpresa p;ara os fãs. Em Porto Alegre, a banda demonstrou-se animada a noite inteira tocando desde os hits “Drive”e “Losing My Religion” até faixas mais lado B como “Ignoreland”e “I Took Your Name”.

As surpresas em Porto Alegre foram “Disturbance at the Heron House”, música lançada em 1987 no disco “Document”, e “Find the River”, a linda balada que fecha o disco “Automatic for the People” e que andava completamente fora dos sets da banda.

“Walk Unafraid” foi anunciada pelo vocalista como uma canção “que foi adotada internacionalmente como um hino gay, o que me deixa muito feliz”. O vocalista recentemente assumiu sua homossexualidade para a grande imprensa declarando que sabia que isso ajudaria muitas pessoas a se sentirem confortáveis a aceitar sua própria sexualidade também.

No hit “The One I Love”, o performático Michael Stipe desceu até o público para cantar segurado pelos fãs da primeira fila – o que me inclui. Momento inesquecível, cantando a letra com o simpático vocalista cara a cara conosco.

A pesada “Let Me In”, escrita em homenagem a Kurt Cobain veio em uma versão acústica belíssima, com todos os membros da banda tocando em roda. O set fechou com dois clássicos do R.E.M., “Orange Crush” e “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)” que botou o Zequinha abaixo. Enquanto a galera ficava gritando por mais, alguns avisos escritos em português apareciam no telão: “Vocês querem mais?”, “Não podemos ‘esutar’ vocês”e “R.E.M loves Porto Alegre”.

A banda voltou no bis com uma enxurrada de sucessos e uma versão especial da canção “Cuyahoga”, que foi dedicada a Barrack Obama. Esse foi o primeiro show da banda após a eleição do presidente, então não faltaram pequenos discursos políticos por parte do vocalista e até manifestações do público presente.

As últimas duas músicas foram a balada “Everybody Hurts”, uma das mais emocionantes do show, e a super cantável “Man on the Moon”, que, como o próprio vocalista já definiu: “é uma música cheia de yeah yeah yeahs, então todos podem cantar”.

No fim do show, a vontade era de que ele tivesse pelo menos mais uma hora de duração. Não que ele tenha sido pequeno. A carreira da banda é que é grande demais para caber em apenas duas horas. Mas se esse é o fim, I feel fine.

remempoa02.jpg
imagem: Cassiano Rodka

O setlist em Porto Alegre:

01. Living Well Is the Best Revenge
02. I Took Your Name
03. What’s the Frequency, Kenneth?
04. Animal
05. Drive
06. Disturbance at the Heron House
07. Man-Sized Wreath
08. Ignoreland
09. Hollow Man
10. The Great Beyond
11. Electrolite
12. Imitation of Life
13. Walk Unafriad
14. The One I Love
15. Find the River
16. Let Me In
17. Horse to Water
18. Bad Day
19. Orange Crush
20. It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)

21. Supernatural Superserious
22. Losing My Religion
23. Cuyahoga
24. Everybody Hurts
25. Man on the Moon