No mês do orgulho LGBT+, bora falar sobre um disco gay que eu adoro e que foi provavelmente a primeiro álbum gay que eu abracei de coração! Up, do Right Said Fred.
A banda surgiu na Mtv com I’m Too Sexy e logo chamou atenção com aquele clipe que debochava do narcisismo do mundo da moda. O vocalista e o baixista eram dois carecas fortões e claramente não se levavam muito a sério. Tinha ainda espaço para um solo de guitarra emprestado da música Third Stone from the Sun do Jimi Hendrix. Foi o suficiente para chamar atenção de uma jovem bicha roqueira como eu.
Ao contrário do que se pensa, os irmãos Richard e Fred Fairbrass não eram novatos na cena musical. O vocalista já havia tocado baixo com figurões como Mick Jagger e David Bowie, e o baixista já tocou guitarra ao lado de Bob Dylan – te mete!
O sucesso do clipe fez com que a banda assinasse rapidamente um contrato com uma gravadora e eles se puseram a fabricar hits para fechar um álbum o quanto antes. Mesmo na correria, eles entregaram um disco conciso. Divertido, debochado e despretensioso, como o pop deve ser. Inclui ainda hits do Top Ten Europa como Don’t Talk Just Kiss, Deeply Dippy e Those Simple Things.
A capa do disco é super minimalista, tem apenas “Right Said Fred, Up” escrito em vermelho e amarelo. Meio McDonald’s. Pra despertar a fome… sexual das pessoas, talvez? I’m Too Sexy foi sampleada recentemente pelo Drake na faixa Way 2 Sexy, gerando um novo interesse na música. Up está completando 30 aninhos e continua sendo um disco cheio de sons, cores e muito orgulho.
Eu não gosto das máscaras. Já me caíram faz-se um tempo. Prefiro apoiar-me em espelhos. Desnudam. Cru. Refletem. Estreme. Exibem. Verdade. Espelhos Espelho. Meu. Apareço. Despeço. Reflito. Reflexo.
Gosto, quando o dia é promessa escuro, já não é noite acordo e sonho iludida, acredito enquanto tudo ainda silencia que a vida pode ser o que se imagina
Para Kerollainy, a menina de areia e sonhos de Paraty.
Teus pezinhos dourados, embalados pelo ritmo fiel das ondas, Brincando de ser peixes (De todas as cores, tu as imaginas). Estou inventando a tua voz (Em meio aos teus silêncios misteriosos de menina de areia). Em duas trancinhas cor de mel com diversão, E olhos cheios de metáforas, E com o teu jeitinho compenetrado de brincar sozinha, e de carregar flores pela ilha verde e úmida, Me resumiste toda a tua essência de algodão, e o frescor de dias que virão (Na tua vida junto ao mar). Queria ter te sussurrado que a poesia é o que explica todas as coisas – Porém, apenas guardei com ternura teu beijo salgado (E inesperado). Quando no barquinho me disseste adeus.
Tem lugar para dois? Fez reserva? Tem Wi-Fi? Qual a senha? Com letra maiúscula? Não vejo banheiro. Tem banheiro aqui? Pode despachar a mala? Tem espaço sobrando?
Não. Só tenho o mar. Água, plantas, peixes e rochas. Com um silêncio sereno e ininterrupto. E nada mais.