por Marcella Marx Sempre soube da importância do conhecimento, aprendi com minha mãe, com meus avós e na escola. Também me considero uma pessoa curiosa, porém nunca pensei que pudesse possuir um tipo diferente de ignorância; mais um grande aprendizado dos tempos de ponte aérea! Vamos chamá-la de ignorância televisiva, ou ignorância do mundo da… Continuar lendo Crônicas de uma ponte aérea: Perna de pau
Categoria: Literatura
O voo
por Isabel Dall'Agnol Iluminam-se as penas de um beija-flor. Esticam-se as asas de um gavião. Batem as asas de uma borboleta. Ergue-se a estrutura de uma garça. Soa o grito de uma águia. Prepara-se para decolar um avião. Pronto. Já estão todos voando.
Poeminha da dúvida existencial
por Clarice Casado Somos onde estivermos. Se lá não há o poema, não há nada: não há vida.
Sou
por Marcella Marx Sou índio vermelho com cocar empinado a entoar melodias e a cavar com as mãos sou aquela chegando em caravela mar adentro da saudade eu sou aquele que avistou pau-brasil que deixou as areias de Santos tragarem seus pés vim assim, de outros portos assoviando cantigas das terras de lá eu sou… Continuar lendo Sou
Pássaros negros
por Isabel Dall'Agnol Aos meus pássaros negros, Gugu, Jorge, Luísa, Laura e Lívia, com muito amor. Um pedaço do teu ventre. Uma pena das tuas asas. Um ruído das tuas palmas. Um motivo para tua gargalhada. Uma desculpa para teus abraços. Um castelo majestoso. Um pingo de tinta no papel. Um sorriso confortante. Um perfume… Continuar lendo Pássaros negros
Violeta Parra era chilena
por Clarice Casado "Life is what happens to you while you're busy making other plans." ("Beautiful Boy", John Lennon) Poucos são os momentos em que temos a oportunidade de dar graças à vida por todas as coisas boas que nos trouxe e traz. Agora, leitores, vocês devem estar pensando, "A Clarice enlouqueceu! Ficou religiosa… Continuar lendo Violeta Parra era chilena
Para o que não há remédio
por Marcella Marx Para o que não há remédio a maioria chora alguns se desesperam outros compram balas alguns cantam muitos rezam há aqueles que participam, apenas outros se calam em profundo silêncio uns tantos caminham sem direção alguns outros trabalham porque não há como parar para alguns o fim pata tantos o começo
Menininha dos olhos negros
por Isabel Dall'Agnol Menininha dos olhos negros, Por que te escondes embaixo da mesa? Não há mal algum em chorar. Não há do que se envergonhar. Menininha dos olhos negros, Para que tanta solidão? És tão pequenina e já sentes tantos temores... Menininha dos olhos negros, Tu não imaginas quão preciosa é tua vidinha desocupada.… Continuar lendo Menininha dos olhos negros
Matrioskas
por Angelina Dall'Agnol Casado ... e elas nunca mais viveram dentro uma da outra: viveram somente dentro de si.
