por Clarice Casado "A gente gostava das palavras quando elas perturbavam o sentido normal das ideias. Porque a gente também sabia que só os absurdos enriquecem a poesia." (Manoel de Barros em Menino do Mato) Para Espera Respira Observa: nem todas as pausas do mundo cabem neste espaço entre o que se sabe e o… Continuar lendo Ponto e vírgula
Categoria: Literatura
I waited for you
I waited for you In return you gave me the importance of your silence I lost you somewhere along this silent road Should I look for you?
Meu castelo tem um soldado
Meu castelo tem um soldado. Um sujeito franzino, mas determinado. Com sua espada trêmula em riste, ele mostra sua firmeza. Não há dúvida, não há certeza. Finge que está sempre preparado. Sabe que, por seu caminho, não passará nada. Ele está certo e, ao mesmo tempo, errado. No limbo do acaso, ele está no centro.… Continuar lendo Meu castelo tem um soldado
Retrato
por Marcella Marx O vermelho que sangro na folha em branco é saudade que não sinto, mas sei, sentirei.
Com quantas memórias se tece uma vida?
por Clarice Casado Para a Clarice adolescente, que de certa forma ainda em mim habita. Há quem pense que o passado tem lugar exatamente lá: no passado. Deve ali restar, e nunca mais ser tocado. Ser lembrado, assim, meio que por alto, quando se vê alguém que não se via há muito, quando se sente… Continuar lendo Com quantas memórias se tece uma vida?
Meu anjinho
Se de manhã berra feito o diabo Ali dormindo, é o meu anjinho No equilíbrio, o paraíso
Sobre o despedir
por Marcella Marx Despedir é também despir-se daquilo que foi, do que partiu e do que permaneceu intacto - talvez porque tenha ficado perto demais dos olhos do querer ou longe do alcance das mãos do pensar. É ir retirando, ao seu tempo, ou com a urgência do tempo, as camadas mais externas e ir… Continuar lendo Sobre o despedir
Desordem
por Isabel Dall'Agnol Começa, acaba e começa de novo. Vai e vem tão rápido, que já perdi. Não vejo. Não toco. Não posso. Outra hora. Quero agora. Espera já. Tempo, tempo, tempo... Corro contra o vento e planejo desatenta. Ou estaria eu atenta ao relento? Tenho sede, pelo menos. Esquece. Tudo isso. Já não parte… Continuar lendo Desordem
Acalanto
Para o Vito, alimento dos meus escritos desde 1999. Se eu tivesse todas as respostas, filho, seria para ti que as daria primeiro. E também para a Angelina, por certo. Não as tenho, porém, pois elas não existem de modo absoluto (ao menos não em um só formato). Existem algumas poucas certezas e inúmeras dúvidas,… Continuar lendo Acalanto
