Sonho. Dentro e fora. De mim. No vidro, reflito. Reflete minha alma, nua. Entrego. Desejo. Esmero. Temo ausência sem essência. Cheiro. Invento. Rejeito. Quero isso e disso. Pingo. Tinto. Amanhã. Sempre. Para, sempre. Desde que me perca. Imenso. Penso. Grito. Parto. Não há tempo que passe. Infinita solidão. Deixa. Ilusão.
Categoria: Literatura
Bandeira amarela
"Sou mansa, mas minha função de viver é feroz." Clarice Lispector em "A paixão segundo G.H." Quem nasce, mora ou passa o verão perto do mar sabe bem que bandeira amarela na casinha do salva-vidas sinaliza atenção: o mar parece que está manso, mas oferece perigos. Aí é ter muito cuidado. Pode-se até entrar, mas… Continuar lendo Bandeira amarela
Raw
por Marcella Marx The unmeasurable repercussions of the constant presence of mySelf in my life are resonating within me as I tread my next step.
Este exato momento
Nada me encanta mais do que este exato momento. O inigualável sabor do início de algo que não sei bem ainda o que é, mas que será o que for em breve. É a luz refletindo na cabecinha do bebê que chega ao mundo chorando. É a primeira frase de um livro que reconheço que… Continuar lendo Este exato momento
Ambíguo
Não é mais você quem diz o que sou. O que não sou Eu sei bem. Não sou inércia Tardo a acostumar com dias sem sol Mas há dias em que ele nasce dentro, no meio de minha sala Não sou somente vida Apesar de minha maior parte viver Longe de mim ter flor sem… Continuar lendo Ambíguo
Abismo
Para meu pai, que, mesmo sem saber, me inspirou para este poema. Para o mestre José Saramago, que me ensinou que a cegueira pode estar na mente. Teus olhos nus, antes tão livres, agora são cegos, céticos, amargos, perdidos, amarrados, prontos para assistir tua implosão: não fantasiam mais não imaginam mundos não desenham delírios oníricos. Apenas veem… Continuar lendo Abismo
Deixa estar
Sei que estou apaixonado quando te vejo piscar. Num simples e natural gesto, me ponho a sorrir. Vibro estupidamente com o teu desaparecer. O teu sorriso manso, o teu silêncio longo. Sei que te amo porque não tenho a menor razão para te querer. Num coçar de barba, num esticar de perna, num respirar, me… Continuar lendo Deixa estar
Home
por Marcella Marx She goes Swimming back To where she started She yearns for land And the noise of dried leaves Subdued by her feet Still she's nowhere close To understanding that home is now In the swimming
Evidência
Para o Márcio, que sabe que nosso amor nunca precisou de provas. Prova de amor? Que nada... Eu só quero é que tu proves um pouquinho do meu amor: depois disso, nunca mais precisaremos de coisa alguma.
