E eis que me surge um poema Depois de tanto tempo, Vem ele me tomando, devagarinho... Conhece todos os cantinhos da minha mente e do meu corpo, que fica tentando me dizer o que posso e o que não devo fazer - em vão. Hoje sou líquida. Mas não quero ser pura. Ao contrário da… Continuar lendo Manifesto
Categoria: Literatura
Le pèlerinage de la femme
La femme dans sa peau Danse autour de son coeur Elle revient d’aller très proche Jusqu'ici Où elle veut habiter
Mãos do tempo
Mais um para a Angelina e para a Marx, as maiores incentivadoras do meu retorno à criação literária, para as quais sempre tenho e sempre terei tempo. O tempo da literatura não é como este, da vida. Há que se ter tempo para os caprichos do tempo literário. Necessário entender suas manhas, suas marras (e… Continuar lendo Mãos do tempo
História de Maria: sobre o perder(-se)
Maria temia perder. Detestava competir, mas, se desafiada, Maria seguia em frente, mesmo ultrapassando a linha de chegada de seu limite. Maria receava se perder, no entanto, adorava atalhos, trilhas mal sinalizadas e caminhos cujos avisos alertavam: proibido ultrapassar. Maria enlouquecia ao perder de vista o que lhe era mais caro. Quando criança, havia sido… Continuar lendo História de Maria: sobre o perder(-se)
Três andares
Instruções para ler o texto: leia todo em voz alta. Quando houver parênteses, leia sussurrando. São três andares e eu não vou sair vivo daqui. No terceiro, deste lado eu, do outro lado a sombra de um homem com uma besta à espreita. No meio, uma escadaria que leva até os outros andares. Uma samambaia… Continuar lendo Três andares
The waves
“And in me too the wave rises. It swells; it arches its back. I am aware once more of a new desire, something rising beneath me like the proud horse whose rider first spurs and then pulls him back.” The Waves, Virginia Woolf You can keep yourself stranded in the middle of the sea. You… Continuar lendo The waves
Crossroads
Ao Chuck, trôpego e constante Diante da encruzilhada de um novo modo de pensar, o mundo se revela imenso. Grande como um cachalote, crescente como uma avalanche. Os pés se fincam na terra e os olhos se enchem de horizontes. Como a chegada de uma onda na praia ou um novo livro na estante. O… Continuar lendo Crossroads
Yourselves
“...these selves of which we are built up, one on top of another, as plates are piled on a waiter's hand, have attachments elsewhere, sympathies, little constitutions and rights of their own, call them what you will (and for many of these things there is no name)...” Orlando, Virginia Woolf Have you peeked through a… Continuar lendo Yourselves
História de Maria: o corpo
Como toda criança, Maria queria ser única. Quando a perguntavam com quem ela se parecia, Maria era enfática: “Com ninguém além de mim mesma". Mas sozinha em seu quarto, Maria se observava e ia enxergando outras pessoas que não somente ela. Começava pelos seus pés. Seu maior dedo do pé esquerdo tinha uma semelhança terrível… Continuar lendo História de Maria: o corpo
