Para o Márcio, my baby, alimento de todos os meus poemas de amor, pra sempre. Eu gosto de ti até quando não gosto, E amo respirar todos os teus pedacinhos, Me embriago com o teu cheiro na madrugada, e com tuas mãos em mim, completo. Me movo com toda a tua imprevisibilidade. E… Continuar lendo Moinho
Categoria: Literatura
Meu Carnaval é você
Meu Carnaval é você. Sua presença chega forte na avenida e preenche cada ala como o som do repique. Seu sorriso é meu carro-chefe, me põe em xeque, me faz cantar. Eu sambo por você enquanto seu olho me contorna. Eu sou sua musa, um chute na trave, e ela já sabe. Deixo você sem… Continuar lendo Meu Carnaval é você
Rio contra o mar
O que pode o rio contra o mar? Lutar pode Sangrar também Perder o rumo: inevitável ser Salgar a doçura Frankenstein de olhos de concha E nariz de raiz SOS o rio se perdeu E que bonita é a sua tormenta Ninguém se importa não Dá até pororoca O mar rugindo Rio soltando bolinhas pela… Continuar lendo Rio contra o mar
Sem planos
Toda vida que basta é à toa
Instruções para um coração confuso
Rasga esse medo e deixa o coração bater. Escuta a melodia do teu desejo e dança. Sente o bumbo do teu peito e cai no ritmo desse pulso. Impulsivo ou verdadeiro? Verde até ficar maduro. Me dá o controle, perde o teu por completo. Encaixa tua vontade na minha, vamos do quarto à cozinha. Te… Continuar lendo Instruções para um coração confuso
No manguezal
- Como o mangue fede, mãe... tá podre? - É o cheiro da morte das folhas, das raízes e dos insetos. - E por que morrem, mãe? - Pra dar lugar a outras vidas. No mangue, nascer não existe sem morrer primeiro. - Quem nasce? - Nascem outras plantas, com raízes que levitam como estas.… Continuar lendo No manguezal
Pretérito perfeito simples
Transgredi progredi transformei transcendi evoluí
Writer Unblocked
Para os meus amados companheiros do PáginaDois, que sabem que hoje a cultura neste país significa resistência. Entrei de roupa no chuveiro, seguindo os conselhos de Bibi e Calimero, e os desafiei a escreverem sobre isso. Tocava Garbage na minha caixa psicodélica, Lembrei da Brunna e do Cassi dançando no Ocidente, E dancei sozinha e encharcada, Aquela água fria lavando… Continuar lendo Writer Unblocked
História de Maria: força
Maria não acreditava na própria força. Achava que extraía sua coragem do mar. Atribuía sua audácia ao vento. Sua maleabilidade à chuva. Creditava sua resiliência ao nobre pinheiro plantado no jardim. E sua ambição reluzia constante em forma de chama quente, na pequena vela de cabeceira. Quando alguma delas lhe faltavam, Maria culpava o mundo… Continuar lendo História de Maria: força
