Para Angelina, Greta, Lina Bo Bardi, e as artistas da expo do MASP. E para minha avó Zenyra. O mundo está despedaçado Greta grita pelo meio-ambiente Angelina desenha seu futuro de forma tão única, fortes traços. As mulheres cantam… Continuar lendo Como ousam?
Categoria: Literatura
Seja o outono
Como folhas secas, vocês serão esmagados. Um a um, lentamente, por pés cansados e cheios de chinfra. Cansa. A caminhada cansa. O sapato desgasta, mas não a esperança. Senhora teimosa ela, cotovelos sempre na janela. Ela aguarda para ver a banda passar. Alguma banda há de passar. Vai cair. Ele vai cair. Como folha seca.… Continuar lendo Seja o outono
Avulsa
“Depois da bengalada que dei nele, meu ódio perdeu o nome e o formato de Cosmim. Aí, de um golpe, comecei a amá-lo.” O amor dos homens avulsos, Victor Heringer. O amor apareceu assim, no susto de uma voz aguda e grave. Foi demais. Foi recusado pelos mesmos motivos que foi amado. Foi… Continuar lendo Avulsa
música minha
Estou aqui permanente Naqueles por onde passo Fico latente Ressoando Ressoando Ressoando Até que toquem Meu primeiro acorde
Cume
cada montanha subo alto tão mais perto do céu penso que ali poderei respirar mais profundo quando distante ali no alto quanto mais deixo aquilo que sufoca para trás sonho em tocar o céu e achar a paz para esse aperto no peito que por vezes parece me matar quando apenas sobrevivo
Buracos negros
a vida é cotidiana notícia é fofoca blá blá blá acorda, sai, volta, dorme, paro para pensar preciso de mais sou feita da matéria que tudo habita contemplo as estrelas no vazio vago pelo infinito
Só
“Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um.” Fernando Pessoa Assim quero a mim mais que a ti. Apesar de te procurar nos livros, nos discos, nas frases soltas, nos sabores, nos bares e becos. É a… Continuar lendo Só
Haikai ao Kai
Em pequenas ondas rumo ao cais A sombra de um caiaque se desfaz Onde havia caos, não há mais
Oceano ao redor
O barulho do mar lhe calou fundo E assim permaneceu, à deriva Ilhado na multiplicidade de suas escolhas
