por Clarice Casado Ao incomparável Carmine Avena Jr., como não poderia deixar de ser Pronuncia-se Cármine, assim mesmo, com ênfase na primeira sílaba. E é um nome próprio, mesmo que você não conheça ninguém com um nome igual a esse. Não é tarefa fácil escolher um nome para uma criança, especialmente se essa criança vai… Continuar lendo Carmine
Autor: claricedc
Desaparecidos
por Clarice Casado Este é para todos aqueles que desapareceram da minha vida. Sem deixar rastro. Sumiram, apenas. Não morreram. Sumiram. Se foram. A lugares longe e perto Perto e longe Não porque eu quis Mas porque assim quis a vida A vida corrida sofrida Nada sabida Sabido Não sabido. Paradeiro desconhecido. Por aí Pela… Continuar lendo Desaparecidos
60
por Clarice Casado Um dia descobri que ele não era apenas o homem que ficava atrás da máquina de escrever por horas e horas a fio. Descobri que ele escrevia, sim, e muito. Coisas que só eu sabia. E entendia. Descobri que ele, acima de todos, era eu, de algum modo. Era eu de várias… Continuar lendo 60
Limbo
por Clarice Casado Um dia me disseram que bebês que morriam antes de serem batizados iam para o Limbo. Eu sempre tive medo do Limbo. Medo, Medão. Quando criança, não tinha medo do Inferno, tinha medo da porcaria do Limbo. Porque o Céu era o Céu, todo azulzinho e lindo. E o Inferno era o… Continuar lendo Limbo
Mommying – a arte de ser mãe
por Clarice Casado À Beatriz (minha Mãe, quem começou tudo isto), à Mimi (minha mãe em Sampa, que um dia resolveu inventar a Nicole), à Cris (responsável pelos nascimentos deste texto e do Giovanni) e à Ju (que está prestes a dar a este mundo o Bento) A verdade é a seguinte: nunca pensei sobre… Continuar lendo Mommying – a arte de ser mãe
Carta de um parente desconhecido
por Clarice Casado Foi-se o tempo em que cartas com endereço errado voltavam para o remetente ou eram entregues em mãos pela pessoa que havia recebido por engano para o seu real destinatário. As cartas modernas, os nossos queridos e-mails, não têm envelope e nem selo. Voam por um espaço chamado de cibernético. Voam, não,… Continuar lendo Carta de um parente desconhecido
Escova de dentes
por Clarice Casado Fazia já um tempo que não entrava ali, naquela casa que antes parecia enorme, cujos sofás eram como camas elásticas, onde ele e seus irmãos passavam horas imaginando histórias de acampamentos, de florestas e perigos e coisas de criança que são tão boas por um tempo e depois se desfazem pelo próprio… Continuar lendo Escova de dentes
A vida em monocromo
por Clarice Casado Acabo de aprender com o Fabilipo (o Fabiano Liporoni, da coluna de Cinema deste site, baita escritor) que, em cinema, monocromo é termo usado para designar filmes que sejam de uma cor só, aquela cor meio bege, "sépia", acho que esse é o termo certo. Muitas vezes, nesses filmes há objetos em… Continuar lendo A vida em monocromo
O dia em que pensei ter matado o Coelho da Páscoa
por Clarice Casado Ou, pelo menos, o dia em que supostamente matei a ideia de sua existência. Todos os anos, na semana que antecede a Páscoa, tenho o costume de colocar pequenos ovinhos nos chinelos dos meus filhos todas as noites, quando estão dormindo. Transformo-me, portanto, no Coelho da Páscoa, ou, por que não, passo… Continuar lendo O dia em que pensei ter matado o Coelho da Páscoa
