
Para Matilde Campilho, que ama a poesia e marinheiros. E para Ana Cristina Cesar, que escreveu o que se passa por trás dos olhos das meninas sérias.
Tantas as coincidências: os fenícios, o Cabo da Boa Esperança, e o veleiro nos versos de Matilde, e era apenas uma quarta-feira qualquer, e nunca tenho vontade de parar de falar por escrito… Contato físico, de pele, de olhar… (E há tantos mistérios e sussurros naqueles deliciosos três pontinhos…). Nada de implicar com as reticências: às vezes, elas dizem muito, sem dizer nada… E eu gosto de fazer poemas, de mimos, e de vodca com suco de laranja (já contei?). Mais vodca do que suco. Aqueles mares do Sul não têm local de abrigo. Aprendo fácil. Águas traiçoeiras, revoltas, geladas. Eu sou quente, e úmida. Preguiçosa. E não sei fazer rimas. Só sei que floresço a cada dia mais, e quero que tudo sempre acabe em poesia, e corpos bem quentinhos. Ao som de jazz e blues. E hoje: hoje eu fiz em prosa (porque adoro desafios)…
