
“Lápiz y papel
Nada mejor que hacerle el
Amor al arte”
(Jorge Drexler)
Fazendo amor com a arte,
Entre o sagrado e o profano,
Meio santa, meio pecadora,
Tiro de mim essas palavras,
Para depois senti-las de volta,
Transformadas,
Aquele ardor até a última gota,
Lambuzando-me
de todas as letras,
E das metáforas,
E os versos me atiçando,
Um calafrio de chama,
(O poema me preenchendo,
Bem devagarinho),
Observando-me como uma escultura,
Apreciando-me,
Para depois invadir-me por completo:
Domando-me,
Dominando-me,
Lírico em mim,
Eternamente.
