
I’m That Girl
inicia o álbum com um sample de Still Pimpin’, do Tommy Wright III, mas só a parte vocal, que se repete ao longo da música enquanto a Beyoncé canta por cima. É uma faixa meio esquisitinha e, me parece, que ela serve como um epílogo de Lemonade, uma maneira de fechar uma história e começar outra.
Cozy
traz melodias orientais e na letra ela cita todas as cores do arco-íris, já deixando claro que esse álbum é sobre diversidade. Mostrando seu lado bem humorado, ela referencia o incidente do elevador: “Might I suggest you don’t fuck with my sis” (Posso sugerir que você não se meta com minha irmã?).
Alien Superstar
tem uma letra super confiante do tipo “sai da frente que eu sou única” e transforma “I’m Too Sexy” em “I’m too classy”.
Cuff It
é pop, disco, funk, é perfeita pra pista de dança. Cheia de fucks na letra, ela canta “vamos sair pra noite, se divertir, encher a cara e ficar bem lockóna”.
Energy
começa basicamente com um bumbo e a Beyoncé cantando, daí entra o Beam fazendo um rap numa base oriental e a coisa vai pra outro lugar. E não tem Milkshake, hein?
Break My Soul
foi o primeiro single. Montado num sample de “Show Me Love”, da Robin S, a música fez um monte de gente largar o trabalho que não gostava e procurar algo mais motivador, que é o que ela canta na letra. Eu achei isso maravilhoso!
Church Girl
quebra o clima de pista de dança e nos leva pra igreja, mas não por muito tempo, é claro. O gospel se mescla ao hip hop e aí… “Drop it like a thotty, drop it like a thotty”.
Plastic Off the Sofa
Aqui ela vai pra outro lugar completamente e manda uma balada R&B maravilhosa, pra Marvin Gaye nenhum botar defeito. Mais um momento bem humorado da Bey que eu adorei: ela canta “I think you’re so cool, even though, I’m cooler than you” (Eu acho você muito legal… mas eu sou mais legal que você).
Virgo’s Groove
Nessa faixa, a gente volta pra pista no colo do Daft Punk, calça os nossos patins e sai rodando em meio às luzes piscando e tudo mais! Tem umas harmonias vocais mais por final da música que são lindas demais! A Beyoncé é do signo de Virgem e ela nasceu no mesmo dia que a minha mãe, vejam só!
Move
tem participação da Grace Jones e é uma letra do tipo “cheguei na festa com as minhas amigas, abre espaço que a gente quer dançar”. A parte da Grace Jones é um chute na porta, mas quando a Beyoncé entra, ela traz maciez pra música.
Heated
é a faixa em que ela cita nominalmente o seu tio Johnny, a quem ela dedicou o álbum. Ele era gay e apresentou a ela muitos artistas da cultura underground que foram fundamentais para a formação musical da cantora.
Thique
é a minha preferida. Ela é sexy, arrastada, com sons de videogame, uma tecladeira linda, cantada sussurrada no ouvido. Adoro!
All Up in Your Mind
segue na sonoridade videogame com ondas dente de serra (pra quem entende de synth!), um tom ameaçador e uma letra do tipo “tu vai ser meu”.
America Has a Problem
é mais uma faixa que traz sons de drum machines antigas – me dei conta que essa é a terceira de uma sequência, tem propósito aí. É a Bey fazendo uma reverência aos DJs da cena hip hop do início dos anos 80.
Pure/Honey
é uma baita homenagem aos clássicos ballrooms e à cultura drag. É mais uma que é perfeita para as pistas.
Summer Renaissance
tem esse nome em homenagem à Donna Summer, de quem ela sampleia o maior hit gay de topos os tempos, “I Feel Love”, reconstruindo a música em uma declaração de amor empoderada: “Eu vou te fazer meu esposo e tu vai tatuar a tua aliança” – o que Jay-Z de fato fez!
Monta no teu cavalo brilhoso e renasça!
