Literatura

Em concha

Foto: Vanilson Coimbra

“Dame una noche de asilo en tu regazo
Esta noche, por ejemplo, dejemos al mundo afuera
Abre tus brazos, ciérralos conmigo dentro”

(“Asilo”, Jorge Drexler)

Depois de teres serenado,
É teu ninho de fogo que desejo:
Uma ou mais horas de abrigo na tua pele láctea,
Sem que o tempo
entre nós se interponha,
– Sabes que te daria tudo.
E me perderia em teus enevoados limites,
Abraçaria teus horizontes em flor,
Buscaria o que não posso ter,
Aqueles teus segredos anoitecidos,
A névoa oblíqua que se derrete na tua praia,
O verde absorto dos teus olhos quando me deixam,
As entrelinhas dos teus poemas
(Por que me confundes?).
Por ti,
O impossível.

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