
Segundo álbum que Caetano gravou no exílio em Londres, Transa virou um disco cult. O nome veio de Transamazônica, pois os militares haviam pedido que o cantor fizesse uma música elogiando a rodovia Transamazônica, que estava em construção. Ele não fez a música, não. Mas achou de bom tom fazer aquele deboche gostoso e colocou o nome do disco de Transa.
Gravado em 4 sessões com produção de Ralph Mace, tecladista do David Bowie no disco The Man Who Sold the World. (Tamos bem de produtor ou o quê?) Foi imprescindível também a participação de Jards Macalé que “regeu” os músicos, colocando ordem na bagunça.
A influência do rock inglês se faz presente, bem como o reggae, que o músico escutou pela primeira vez em Portobello Road. Nas letras ora em inglês, ora em português, Caetano traduzia sua tristeza e sua saudade dos amigos, da família e do seu país. O Brasil também carecia de Caetano.
