
“Não a dúvida, a certeza é que enlouquece… Mas é preciso ser fundo, ser abismo, filósofo para assim sentir… Todos nós tememos a verdade…” Ecce Homo, Nietzsche
Ele sabia que a certeza estava ali, à sua espera, atrás da pesada porta que costumava ranger enquanto abria. Apenas um pedaço de madeira espesso entre ele e o que deveria ser – a verdade.
Mas era a dúvida que mantinha sua mão a caminho, num ir e vir, avanço e recuo, como na dança das marés e na guerra.
A vontade de girar a maçaneta e ver trancava-se na possibilidade de eternamente imaginar.
