
por Marcella Marx
Ao meu avô Vasco, herói.
O infinito como eu o imaginava era água transbordando, era o som da palavra – n ã o. Era aquele azul céu de dia sem nuvem, era a criança ao olhar para seus avós e neles reconhecer sua fortaleza.
Mas o infinito é chuva que cessa e recomeça, pra poder novamente cessar,
é o sim que sempre espera o não e dele absorve toda a sua amplitude. É a ausência de céu (como eu o imaginava – claro) para que das nuvens possa surgir o sol (mesmo que apenas como um raio) e assim marcar a passagem dos avós.
