Ao ano de 2014, que entre o céu e o fosso, fez com que tudo valesse.
Brilhou-me feito o sol,
num espaço de dois segundos.
Amanheci esperança e
me pus a distância.
Girei em paz, pela beira
e o mar.
Até que as flores
partiram…
Escondi-me entre o
marrom e o laranja.
Chorei espinhos e
vesti amargura.
Sequei em solidão.
Até que cristais de
gelo me beijaram…
Flutuei em segredo.
Dancei entre cores
e sabores.
Libertei-me, na ausência,
entre o tempo
e o vento.
Agasalhei o frio
no peito.
Até desabrochar em um
olhar …
Contemplo na chuva.
Floreio sonhos e
visito o devaneio.
Exibo o fruto
dos doze meses.
Espero a nova lua.
Até recolher promessas
para a nova estada…
Passou a vida inteira se questionando. E ainda o faz. Criava conceitos a respeito da tão buscada felicidade com base em tudo aquilo que lhe diziam ser preciso para tanto. Assim, nunca parou para refletir sobre o que, de fato, lhe traria alegrias. E se ela não quisesse sair correndo atrás dessa utopia só para dizer que estava completa?! Sentia-se tão confusa e tão pequena. Isso doía tanto, que decidiu engavetar seus sentimentos, escondê-los em lugares que desconhecia. Por isso, não os encontrava mais. Mas, às vezes, de alguma forma, quase que invisível, eles a assombravam. Foi, então, que descobriu o poder das palavras. Percebeu que, com elas, poderia encontrar tudo aquilo que parecia estar perdido. E, o que era ainda melhor, percebeu que, juntas, poderiam desvendar tudo aquilo que lhe faltava, criar histórias, personagens, cenários, ocasiões, enfim, inventar um mundo novo. Pegou algumas folhas e uma caneta. Deitou-se no chão. Começou a escrever.
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