Teus olhos vívidos
derramam pureza e inocência.
Tua pele firme revela
que, simultaneamente,
és o oposto da fragilidade
que escancaras no rosto.
És, claramente, mais complexo
do que pensas.
A areia e o mar implicam
no quadro perfeito da tua beleza.
Não foi à toa que escolheste
a praia como o teu refúgio.
Não resisto aos sinais
que cobrem os teus ombros morenos.
Não me canso de assistir
as tuas mãos dançarem no ar,
enquanto soltas tuas prosas.
Não me esqueço daquela noite,
em que sopraste as palavras certas
na minha boca.
Eu sei que é por amor
que queres podar as
minhas asas.
Mas, não te esqueças que
também é por amor que
quero libertar as tuas.
E se algum dia eu te perder,
sei que posso encontrar-te
em cada verso e nota,
eternizados por um Beatle.
Engana-te
pela minha trança,
meu caro.
O príncipe dos
contos de fadas és tu.
Promete-me que
jamais pensarás
o contrário.
Passou a vida inteira se questionando. E ainda o faz. Criava conceitos a respeito da tão buscada felicidade com base em tudo aquilo que lhe diziam ser preciso para tanto. Assim, nunca parou para refletir sobre o que, de fato, lhe traria alegrias. E se ela não quisesse sair correndo atrás dessa utopia só para dizer que estava completa?! Sentia-se tão confusa e tão pequena. Isso doía tanto, que decidiu engavetar seus sentimentos, escondê-los em lugares que desconhecia. Por isso, não os encontrava mais. Mas, às vezes, de alguma forma, quase que invisível, eles a assombravam. Foi, então, que descobriu o poder das palavras. Percebeu que, com elas, poderia encontrar tudo aquilo que parecia estar perdido. E, o que era ainda melhor, percebeu que, juntas, poderiam desvendar tudo aquilo que lhe faltava, criar histórias, personagens, cenários, ocasiões, enfim, inventar um mundo novo. Pegou algumas folhas e uma caneta. Deitou-se no chão. Começou a escrever.
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