Literatura

Tempo

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imagem: Lívia Dall’Agnol

por Isabel Dall’Agnol

Tempo,

Passe devagarzinho, para que eu possa ter certeza.
Cure, calmamente, a ferida aberta que carrego no peito.
Apague as minhas cicatrizes, se for preciso,
para que eu esqueça.
Definitivamente.
E se puder, acelere sem eu perceber,
porque não quero ter que te cuidar em relógios.
Se eu assim o fizer, terás corrido em vão.

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