
por Vito e Clarice Dall’Agnol Casado
O sábio ribeirinho recebeu da águia uma rata,
levou-a a sua casa, para não ficar sozinha na mata.
Junto com sua esposa, transformou-a numa menina,
para casá-la quando não fosse mais pequenina.
Escolheram o Deus do Sol, brilhante como ele só,
mas a menina não teve dó:
aquele marido não queria,
pois com ele, cinzas viraria.
Surgiu então o Deus das Nuvens, sombrio e obscuro,
mas ela não achou que ele era seu futuro.
Tal pretendente também não lhe servia,
porque não lhe agradava o som que o trovão produzia.
Então o Deus do Vento procuraram,
mas nada de forte nele encontraram.
Ela, assim, o rejeitou,
e outro marido procurou.
Apareceu o Deus das Montanhas, duro de coração,
que também não foi a solução.
Desejava ela alguém mais macio,
e um rato o Deus sugeriu.
Com o rato ela se contentou,
e em rata de volta ela se transformou.
Casaram-se rapidamente,
e viveram juntos eternamente.
