
por Marcella Marx
Enquanto pedra
que eu saiba ser persistente
e também maleável.
Enquanto água que eu seja passageira
mas não superficial.
Enquanto flor que a beleza me seja garantida
e quando perecer que reste em mim algo eterno.
Enquanto ar que eu possa inspirar meus desejos
e, tão mais, expirar o que não me pertence.
Enquanto abelha que minhas escolhas sejam sempre
escolhas minhas.
Enquanto escritora que eu me mantenha a caminho.
