Literatura

Incessante

incessante

por Marcella Marx

Todas as vezes que me escuto,
não ouço a revoada.
Quando me perco,
pousada sobre meu corpo nu,
agride a pele, atiça a mente, invoca o óbvio.
De golpe é expelida,
mas sempre retorna e pousa
e agride os nervos.
Demasiado humano,
infalível inseto.

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